terça-feira, 10 de abril de 2012

Termina um ciclo, começa outra vida.

Foi estranho ver a loja que eu costuma entrar desde que me conheço por gente vazia. E não era porque nenhum cliente estava lá.  Simplesmente não havia mais mercadoria, estantes, nem mesmo o retrato do meu avô, que ficava pendurado na parede. Quem preenchia o lugar eram muitas prateleiras desmontadas e meu uma cadeira, na qual estava o meu pai, sentado, pensando. Na hora me deu um aperto no peito, um choque que me mostrava: o tempo passou e tudo mudou.
Ele trabalhou na loja com meu avô durante décadas e depois minha tia passou a também pertencer ao local. Negócio que costumava ser familiar, até esbarrar em mim e na minha irmã.  Não quisemos tocar o barco, por isso depois da aposentadoria meu pai resolveu, sabiamente, alugar o local.
Ver o meu veinho, parado, sentadinho naquela cadeira me fez pensar tanta coisa, me deu vontade de dizer tantas palavras, do quanto eu me orgulhava dele, do quanto todo o esforço dele por anos foi importante pra nós, mas eu calei, covardemente. E é através deste texto, depois de cobrar a assiduidade das minhas postagens no blog, que ele vai saber.
Posso já ter te dito o quanto o admiro como ser humano, homem, pai e trabalhador. Esta loja que hoje ficou vazia no espaço está abarrotada de memórias: era lá que eu enchia o saco pra ganhar as camisas, uniformes e tudo do inter, era de lá que vinham as mil bolas de volêi que eu furava nos espinhos da rua. E foi de lá que meu avô e meu pai sutentaram as famílias por muito tempo. Épocas boas, outras nem tanto e o final das atividades não representa algo ruim, mas sim mudanças.
As mudanças sempre nos assustam, mas com o tempo elas nos tornam fortes, vivos, e é isso que importa. Hoje encerrou um ciclo na vida de nossa família, mas muitas coisas estão por vir. A memória do meu avô continuará sendo a melhor de sempre: aquele velhinho bonzinho que me olhava de uma forma tão terna que me fazia acreditar no bem. Onde ele estiver pai, está orgulhoso de todo o teu trabalho durante todo este tempo, assim como nós. Obrigada por ter escolhido seguir o caminho de ser um bom homem, te amo!!! E a tua profissão como pai e marido dedicado continuará.
Tua eterna bonequinha Carol Zogbi

domingo, 11 de setembro de 2011

Antes de setembro, o agosto esquecido.

Não tenho nada contra os norte- americanos, pelo contrário: adoro a cultura podre industrializada do descartável, uso All Star, bebo desesperadamente coca- cola, como mc donald's e tudo mais. Acho que nada é pior que a guerra, principalmente entre povos ou por motivos religiosos. Mas alto lá gente: este papo de transformar o 11 de setembro em um dos maiores crimes da história já é muita lavagem cerebral.
Vamos aos fatos: o atentado "terrorista"- como a mídia adora chamar- deixou o total de 2.996 pessoas mortas, incluindo os 19 sequestradores, que seriam integrantes da Al-Qaeda, organização fundamentalista islâmica internacional. Grupo esse liderado por Osama Bin Laden, que por muitos anos foi treinado pelos Estados Unidos e também unido ao governo durante a invasão soviética. O tio Sam ficou aliado ao grande mandante islãmico até o momento que lhe foi conveniente, depois disso virou a "guerra ao terror", movimento (que até virou filme e ganhou Oscar) liderado pelo grande imperialista bélico George W. Bush, que na desculpa de lutar contra o "eixo do mal" invadiu o oriente médio e matou muitos, mas muitos civis iraquianos e afegãos. Vingança que destruiu muitas vidas inocentes, e depois acabou sendo feita com o grande líder americano, que tanto defendia a liberdade e o diálogo, pagou o papelão em cadeia internacional declarando que "Osama tinha pago pelo que fez", e assim dando mais combustível nesta guerra imbecil de quem pode mais.
Nesta busca frenética o governo norte-americano teria gasto mais de um trilhão de dólares, que poderiam ser investidos interiormente para os próprios cidadãos. Como, por exemplo, em emprego, amenizando a taxa vergonhosa de 10 % de desempregados, o que é altíssima para um país desta dimensão, ou até mesmo na saúde, que é caótica nos EUA.



Agora um dos maiores massacres, depois do holocausto, na história aconteceu durante a segunda guerra: a bomba atômica largada nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Entre os dias 6 a 9 de agosto morream 140 mil em Hiroshima e 80 mil em Nagasaki, sem contar muito mais vidas destruídas depois da exposição à radiação, a maioria dos mortos eram civis. Também teve a guerra do Vietnã, entre muitas outras provocadas pelo grande império norte americano com o grande intuito de vender armas e lucrar.
Não vi ninguem comentando a grande (e maior) barbárie feita pelos Estados Unidos. Mas após dez anos, o ataque as torres gêmeas continua sendo mostrado, explorado e dramatizado ao extremo. Não estou de forma alguma defendendo o extremismo e fanatismo religioso, mas toda ação tem uma reação. Muita gente inocente morreu, claro, mas nunca podemos esquecer que os americanos já mataram muito mais do que morreram.

* Texto feito com a ajuda da internacionalista Laura Busato. 


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Quatro anos de foamatura, (e foda-se que não se começa título com números)

Apesar de fingir que não, sou clichê ao extremo. Do tipo que escolhe música para ler algo emocionante... Pois hoje completam-se quatro anos de formatura. o que mudou de lá pra cá? Eu diria que quase nada. Além de muitas coisas que aprendi acho que continuo a mesma gurizinha que sonhava em mudar o mundo. Tá ok, algumas coisas mudaram...
Primeiro e principal de todas: eu não vou mudar o mundo, acreditem se quiserem. Também não vou mais ser uma jornalista investigava como pensava que seria nos primeiros anos de faculdade. Continuo amando escrever, o principal ( e errôneo) motivo que me fez escolher esta profissão de gente doida, se bem que nem todos são tão malucos assim, muitas pessoas apenas fazem jornalismo mas não tem (sem acento, correto??) a cara dele...
Vou me lembrar eternamente dos tempos que eu quase morava na Famecos, desde as horas intermináveis no CAAP (onde aprendi a jogar sinuca e flaflu), das sonecas embaixo da árvore que ainda tinha na faculdade, dos lanchinhos da tia Liane do bar. Da gente cantando quando alguem pegava um violão no chão mesmo, antes daquilo lá se transformar o Gigabyte, frequentado por mauricinhos e patricinhas recem saidos das fraldas que se preocupam apenas com festinhas e eventos sociais.
Tempos que a turma se reunia no Sbornia antes da aula e depois ia para a cadeira de teoria para dar palestras, em que ainda existiam profissionais que sabiam ser professores, e não ao contrário. E agora assino o atestado de idade final: tempos em que revelávamos os filmes e entregávamos os trabalhos escritos a mão. Porque a modernidade e suas vantagens não estão com nada. Tudo que é fácil não nos ensina a lutar, não nos faz crescer.
Lembro do exato dia de hoje as 17h: meu pai cheio de orgulho nos olhos, minha mãe nervosa, minha irmã veio do nordeste por míseros dias só para me dar aquele apoio de longe, sentadinha na platéia. Minha avó, toda emperiquitada e chique, minha tia tão feliz.. Meus amigos gritando e me fazendo passar vergonha, ao longe... Amo vocês.
Obrigada a todos os meus colegas que fizeram parte desta etapa da minha vida (por mal ou bem) e mais ainda aos que continuam... E que a gente sempre consiga manter em mente que nunca paramos de aprender. Humildade é tudo na vida, meus caros. Pena que muita gente perca isso pelo caminho.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Julieta Venegas toca em Porto Alegre

Os dois únicos shows da cantora mexicana Julieta Venegas acontecem nos dias 11 (quarta) e 12 (quinta) no Teatro Bourbon Contry. Esses espetáculos são so únicos no Brasil. Quem já comprou e é fã dela, como eu, que já acompanho seu trabalho há alguns anos, não vê a hora de ouvir ao vivo. Aqueles que ainda não compraram provavelmente não vão encontrar mais para a venda. Os ingressos foram vendidos muito rápido.
Segue o provável playlist do show, que na minha opinião está quase perfeito, exceto pela falta de  "morena mia".  Quem sabe se o público gritar ela canta??? A música "ilusión", com a participação de Marisa Monte também está de fora, bem que poderia ter uma surpresa e a Marisa aparecer...Vamos torcer!! E que chege o dia logo. HASTA!!!




  1. Encore:
  2. (Los Rodríguez cover)
  3. Quem quiser pode acompanhar a Julieta pelo facebook: