
A maior paixão da nação brasileira, é com certeza, ver a bola rolando no gramado. Isso está acima daquela que dedicam às bundas abundantes das mulatas, que passeiam em modestos biquinis. Aliás, os brasileiros são capazes de deixar tais bundas de lado para verem um bando de marmanjos suados correrem atrás de uma bola.
É um despauteiro deixar tudo por causa de um jogo de futebol, concordo. Mas depende do jogo. Também é um absurdo uma pessoa que mal sabe escrever o nome ganhar milhões por saber dominar e mandar uma bola pra rede. Concordo, também em parte. Essa profissão é motivo para muitos meninos, que dividem barracos com mais meia duzias de irmãos, que não têm o que comer, sonharem como uma vida melhor. O futebol é responsável também por manter a esperança de uma vida melhor, para tantos outros garotos, que tiveram a mesma origem humilde.
A maioria do povo brasileiro é folgada, mal educada e quer sempre tirar proveito em tudo. O fato de termos um presidente que não sabe nem falar português corretamente, e não incentivar de nenhum modo a cultura, é o retrato do nosso país. Por outro lado esse fato também mostra que essa é a terra onde tudo pode acontecer. Não que isso seja bom, mas é um ponto contra o suicídio.
O que indigna muitas pessoas é o fato de que muita gente batalha, percorre um extenso caminho de estudos, em busca de aperfeiçoamentos culturais e mais conhecimentos pessoais e profissionais, e muitas vezes não conseguem obter o reconhecimento merecido. Isso acontece enquanto meninos que não sabem responder uma simples pergunta já têm um futuro garantido, com dinheiro, sucesso e fama.
Mas que é lindo entrar em um estádio cheio, pular, gritar pelo time do coracao, isso é. Chorar se perde, ou ficar de mal com o mundo pelo péssimo rendimento em campo também é são emoções boas de serem vividas. Tudo na devida intensidade e calor do momento, é claro. Não dá para arrancar o olho do adversário ou estapear o amigo que torce para o outro time. Pode até dar uma ligeira vontade, mas vai contra as regras dos valores morais e bons costumes, e pode dar cadeia. É preciso levar na esportiva. O futebol serve como uma fuga de emoções, um lazer que aprimora nossas almas na essência da paixão.
Quando a seleção brasleira veio jogar no beira rio, na casa do time que completa cem anos essa semana, pôde ser compravada a grande paixão do brasileiro pelo futebol, e dessa vez foi uma festa bonita. A torcida mais rival do pais: colorados e gremistas, estava unida, gritando pela seleção. Claro que a maioria dos jogadores está ali para ganhar o destaque tão almejado e jogar no exterior, esse é o máximo nível da carreira de um atleta, e alguns pouco ligam para os gritos insandecidos da torcida, mas juram jogar pela flâmula. Tudo bem.
Jogadores vão, jogadores vêm, a tocida continua lá. O time continua ali, as lembranças das conquistas são responsáveis por sorrisos, ao serem resgatadas da memória, e trazem alegria ao coração quando acontecem de novo. Rivalidade é o combustível que incendeia a paixão. Mas o mais bonito e clichê de tudo foi ver colorados e gremistas lado a lado gritando: ''ah, eu sou gaúcho''(e bairrista também, admito).
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