Papo vai, papo vem: ''Tudo culpa da Disney, Carol'', disse minha amiga, que está à sudeste do país, enquanto falávamos na obrigação imposta pela sociedade de casar, ter filhos e achar o príncipe, lindo, em seu cavalo branco, nos tirar da torre, onde fomos colocadas pela bruxa má.
Piores eram aquelas histórias que a donzela estava quase sendo morta pelo vilão, e, no último segundo, seu amor chegava, triunfante, e...blum. Matava o cara que queria lhe fazer mal, sem o menor remorso (nem cadeia), e a pegava nos braços. Ohhhh, muy lindo! Mundo real: Se formos esperar pelo príncipe, morreremos esmagadas pelo trem, amarradas no trilho, quiçá seu cavalo branco dará às caras.
Os desenhos ensinavam que as mulheres eram bem-comportadas, não falavam palavrão, bebiam, fumavam, gostavam de futebol e, muito menos jogavam sinuca. Ao ponto que crescíamos, iamos ganhando os piores hábitos e mais distância do castelo de princesa.
O que falar dos danos causados pelos amores que iam além dos limites do corpo, como os super heróis? Esses,sim... responsáveis por construir todo o ''imaginário ilusório'' (redundância proposital)do homem perfeito: carinhoso, atencioso, lindo, fiel e ainda voa??????? Culpa da Disney, já diria Sra. Meira. Concordo e não abro mão. E ainda coloco mais culpados no cartório: o cinema continuou alimentando os delírios mentais e sentimentais das adolescentes. Sim, quem acompanhava o desenvolvimento da sétima arte já reservava os lugares nos divãs: ''Você precisa saber aceitar que nada é perfeito, não existe homem perfeito, nem vida perfeita, muito menos família perfeita''.
Como não existe nada perfeito????? E a cinderela?A bela adormecida? A lista daqueles infindáveis filmes que todos viveram felizes para sempre? E estava escrito isso, poucos segundos antes do ''The End'', ou de alguma moral sobre o desenho.
Hoje, já sabemos que se trouxessemos os contos para a vida real teríamos o seguinte: Alladin seria um cara bem pão duro, a fera ficará pior ainda quando tiver intimidade, e vai transformar a Bela em uma neurótica incorrigível. O príncipe não vai perder tempo procurando a dona do sapato, vai ver se o calçado entra no pé de outra, que estiver mais perto, nem que o sapatinho fique apertado, a pobre Cinderela baila, vai passar o resto da vida limpando a casa de sua madrasta, com sorte acaba com o porteiro do baile. A branca de neve vai dormir eternamente se depender da procura de seu amado: reze para um anão qualquer lhe tirar do coma. A pequena sereia? coitada, morrerá no mar da amargura, ou casará com um peixe- palhaço, bem galinha. Isso sem falar da rapunzel, que permanecerá na torre, mas dará um jeito de conseguir internet e alcóol, para não morrer de tédio.
É... malditodo Sr. Walt Disney, com certeza. Depois dos cinéfilos malucos que viviam na total realidade que precisaram criar mentiras homéricas para iludir milhões de criancinhas...Ilusão por ilusão ainda prefiro os filmes sem pé nem cabeça, semelhantes a nossas vidas. Sr. Disney deveria ter assistido ''Geração Prozac'' (Prozac Nation) pra ver que a vida não é conto de fadas.
SENSACIONAL!!!
ResponderExcluironde eu assino?
:P
Eu acho que a partir do momento que imaginamos uma situação e construímos um ideal perfeito e achamos que esse homem vai vir e nos salvar de um condição que não estamos gostando está tudo errado. Nenhuma das princesas da Disney estava sentada esperando seu principe encantado surgir e salva-las, todas estavam atarefadas ajudando a madrasta ou cozinhando pros anões quando subitamente foram arrabatadas pelo principe que também ninguém disse que foi perfeito pra sempre. Eu acredito muito no amor e acho que podemos ser felizes com um parceiro, felizes para sempre, mas junto com isso tem que ter amizade, parceria, concessão, altruísmo e compreensão. Não dá pra esperar que um homem chegue do nada, todo perfeito, lindo, inteligente e nos salve da nossa vida tediosa, e nos aceite como nós somos, assim cheias de defeitos e manias, sem reclamar de nada. Uma relação é feita de duas pessoas, e nenhuma é perfeita, dá sim pra achar um cara carinhoso, fiel, atencioso, mas e nós, estamos dispostas a dar o que em troca??? O que eu vejo por aí é um monte de mulher pentelha enchendo o saco do cara pra fazer tudo que elas querem e depois só reclamar.
ResponderExcluirQuem acha que vida real é igual a desenho e acreditou que um dia viria um principe no cavalo branco, me desculpa, mas passou muito tempo sendo ingênua. Existe principe sim, mas ele não é perfeito, pode ser inteligente, mas as vezes não é tão bonito, pode ser muito querido, mas as vezes é meio atrapalhado, pode ser lindo mas não entende nada do que a gente fala, mas é por esses detalhes que nos apaixonamos e temos certeza que achamos o nosso príncipe.
Filme é ficção, vida real é vida real, não vamos confundir as coisas, coisa boa é ver um filme beeem romântico e bobinho e ficar sonhando com tudo aquilo, mas meia hora depois cair na real e ver que aquilo não acontece de verdade, só em filme!
Eu conheço um monte de princesas por aí que tem seu príncipe e são felizes, para sempre...
Carol que honra ser citada no teu texto!!!
ResponderExcluirMas eu esqueci de te comentar que os contos encatados da Disney sempre tinha uma 'amiga' biscateira pra tentar apagar o brilho da princesa, ou roubar o seu princípe... A vida imita a arte.
Diva,
ResponderExcluirComo eu e a Carol e tu mesma falamos, a vida real não imita os desenhos, na vida real cada um é o que é e ninguém é mau ou bom, cada um tem o seu julgamento e faz o que acha que é certo. Todo mundo tem seus motivos pra fazer o que faz e é importante ouvir os motivos e as circunstancias dos outros antes de julgar.
Na vida real as vezes encontramos vários membros da corte, que não são principes e só servem pra passar pela nossa vida. Tanto da princesa quanto da "amiga biscateira", usando das tuas palavras. Tenho certeza que se a "amiga biscateira" fosse amiga mesmo, não roubaria O principe da princesa, mesmo que tivesse várias oportunidades.
Com certeza, Mel...
ResponderExcluirMas as vezes as pessoas não estao muito preocupadas com os outros, quem dirá expicar seus atos e é claaaro que no caso comentado o principe era um mero sapo cururu e a amiga biscateira uma enjeitada do castelo.
Acontece, né...